50 posts – Feliz trabalho novo, pizza napolitana e muito mais
Sabe aquela frase, “não mexe com quem tá quieto”? Acho que sou o oposto dela. Lendo meu último post até que minha vida estava bem animada, mas profissionalmente falando eu já estava sentindo aquela inquietação de querer mais. E eu conheço essa onda de uma vida toda; vou ficando muito confortável, o trabalho vai se tornando automático e eu corro para um desafio que me deixa de cabelo em pé. Dessa vez não foi diferente.
Não vou fazer uma retrospectiva do ano, até porque vocês que me acompanham aqui estão bem atualizados. Vou contar o que aprontei nos quarenta e cinco do segundo tempo de 2025 e ainda encaixei uma semana na Itália. Você deve estar pensando: – Não acredito que ela foi viajar de novo. Te respondo: – Nem eu. A parte mais empolgante vem agora.
Só acredito vendo


Meu último evento do ano estava agendado para 23 de outubro. Estaria completando o ciclo certinho de um ano na empresa, e a partir deste evento repetir o que fiz durante todo o calendário no ano seguinte. Neste mesmo dia eu contei para meus colegas que tinha pedido as contas.
Deus é muito bom, e eu acredito muito que as coisas acontecem no momento em que têm que ser. A Datateam me tirou do buraco do luto e dos dias tristes, me deu propósito, rotina e uma chance de recomeçar (de novo) quando retornei à Inglaterra.
O meu trabalho novo me desafia a juntar toda a minha carreira profissional na hotelaria, com minha veia de vendedora (de equipamentos, de alimentos e bebidas, de lojas online na pandemia). Me empurra a criar novas conexões e viajar para lugares nunca imaginados. De ser excelente no inglês, mas colocar o espanhol estudado e adormecido pra jogo, e até me conectar com o mercado brasileiro novamente.
Desde novembro embarquei no cargo de Diretora Executiva da Hilton, vendendo os hotéis da rede, aqui na Inglaterra e na Irlanda para diferentes mercados, mas focada na Ásia e no Pacífico. Só te digo uma coisa, o nível de empolgação, medo e adrenalina está no alto. E você daí se prepara, que as viagens agora serão fora da casinha.
É desafio que você quer, então toma!
Os dias estão corridos, mesmo sendo um trabalho home office, tenho ido visitar os hotéis em tudo que é canto. Muita gente para conhecer, muita coisa pra aprender, mas estou genuinamente empolgada. Só agradecer a indicação e as palavras de incentivo de: “Lembrei de você na hora, tem tudo a ver com você.” Eu digo sem cerimônia que não teria nem aplicado pra vaga em que estou hoje, se não tivesse alguém acreditando que eu conseguiria por trás. Gratidão aos envolvidos.
Entre trabalhos, um visto pendente e um novo CEP no Brasil!
Lembra da renovação do visto que só de pensar já me estressa? Pois é, ele saiu. E saiu uma semana antes do prazo. O que foi perfeito para eu tirar uma semana pra mim, mas não a tempo de me proporcionar ir ao Brasil ajudar na mudança de Dr Nilson. Ainda no assunto mudança, minha base, aquele Cep da vida toda, o porteiro que abria a garagem com um sorriso quando eu chegava de viagem e parecia que nada tinha mudado, esse ciclo chegou ao fim. Entregamos o apartamento de São Paulo, vendi meu carro que me acompanhou por muitos anos e agora a ponte aérea ficou um pouco mais complexa, com escala em Maceió. Ao Jauzinhu deixo meu amor e um pedaço reservado no meu coração. Foi incrível crescer e florescer aí.
Calma, sobrou uma semana de folga, lembra?
Marido viajando a trabalho, aquele tempo bem inglês cinza-chuva-frio na rua, decidi fazer algo que não fazia por mim há muito tempo. Me lembrar que eu consigo viajar sozinha, me virar, desbravar e, o mais importante, ressignificar. Desde que conheci o Aaron, as viagens eram com ele ou para o Brasil, onde encontraria todo mundo. Estava mais do que na hora.
Planejamento? Zero. Sentei na frente do computador, mirei no sol e na tarifa mais em conta da Ryanair e parti para Nápoles dois dias depois, com o plano de curtir minha própria companhia.
Fui muito feliz em Nápoles, mesmo depois que descobri que o Vesúvio fica lá (vulcões sempre me botaram medo, será que foram os filmes americanos da adolescência?). Comi uma pizza melhor que a outra, andei no centrinho, conversei com estranhos na rua e fiquei muito tentada a aprender o italiano. Eu amo línguas e não conseguir me comunicar me motiva a aprender. Por ora descobri que era mais fácil falar espanhol lá do que inglês.





A beleza de viajar sozinha é que você pode mudar os planos, a qualquer hora, do jeito que quiser. Parece óbvio, mas para uma virginiana metódica, foi libertador brincar com o tempo e fazer o que me desse na telha, mesmo sem muita justificativa. Não gostou do hotel? Troca! Não tá com fome, não come. Quer fazer nada? Pode também. Aula de culinária? Por que não?
E assim fui parar na Costa Amalfitana, do nada. Comprei o passeio as 22hrs e as 07hrs do outro dia estava dentro da van. Conheci Sorrento e não queria ir embora. Desci em Positano e mesmo no outono, fiquei chocada como é linda, e terminei em um passeio de barco em Amalfi.
Seguindo a vibe de me aventurar, resolvi pegar o trem e ir pra Veneza. Veneza eu já conhecia, em uma viagem com minha mãe em 2012. O que eu queria mesmo era parar em Rovigo, cidade do meu tataravô Italiano, que com menos idade que eu, pegou um barco e atravessou o oceano para tentar uma vida melhor no Brasil. Sentei no banco da praça de Rovigo, com o livro da minha avó, e fiquei pensando se eu estaria aqui hoje, se não fosse a decisão dele – se é que havia escolha na época – de recomeçar em uma terra distante, longe da sua cultura, clima, idioma e pessoas amadas. Forte né! Eu amei Rovigo, agradeci a chance de tirar minha cidadania atráves da história dele e segui para Veneza.






Veneza é linda, e eu lembrava disso. Mas a minha missão sola em Veneza não era andar de gôndola e sim tomar um café. O mesmo café que minha mãe havia tomado 13 anos atrás na Piazza San Marco e nos últimos anos de vida dela, ela sempre trazia à tona o quanto queria voltar para a Itália para tomar esse café. Nem preciso contar que me acabei de chorar de saudade, mas o café foi tomado e eu sei que ela estava lá do meu ladinho, me acompanhando nessa aventura familiar linda. Levei Dona Vera para passear na minha skin de turista desregrada (saudades Mãe).


Incrível o que o universo te proporciona quando você se abre pra ele. Voltei pra casa com a cabeça pronta para embarcar em 2026.
Reflexões de 2025
2025 foi um ano bom. Talvez porque perto dos meus 40 eu estou aprendendo a colocar um pouco menos de expectativa nas pessoas, deixando a vida me levar e sendo mais gentil comigo e com meus processos. Amo ser lembrada, fazer parte da vida dos que amo, mas 2025 eu olhei um pouco mais pra dentro. Fui teimosa e achei o meu jeito de despressurizar, acrescentei Yoga, floral e meditação na minha vida. Parei um pouco de analisar a fundo as dores e repetições e decidi focar no que é bom, na parte feliz, no outro lado da moeda e isso me fez muito bem. Deixei ir, sabendo que nunca estive tão perto, porque quando é de verdade, permanece. E sigo sendo corajosa, vibrante e interessada.
Espero que você possa olhar pra si com carinho e exaltar a pessoa foda que é. Aprender com os erros te leva pra frente e tenho certeza de que a sua jornada é florida e bela. Que o Natal tenha sido repleto de significado, de troca, de carinho e de memórias afetivas. O nosso por aqui foi. E que 2026 nos receba com a força de Yansã transformando tudo ao nosso redor, limpando e fortalecendo o melhor que temos a oferecer.



Amo vocês, saudades.
Viagem maravilhosa¡!
Que 2026 seja um ano repleto de realizações!!
Continue com essa “garra” que lhe é peculiar
Bjs!!!!